sexta-feira, 15 de abril de 2011

Vamos viver e deixar viver :)

Tempo de estar feliz. Parar e refletir um pouco sobre tudo o que já foi e pelo que ainda está por vir, sobre os projetos inacabados, sobre as pretensões para o futuro. Não sei se foi apenas a mensagem semanal do horóscopo que me despertou essa vontade de arrumar a vida. Seja lá o que tenha sido, está me fazendo muito bem. A verdade é que deixei a carência me cegar para um monte de coisas que podem me fazer levar a vida adiante. Meus projetos, meus  antigos e (novos!) sonhos, minhas metas, minhas pendências, minhas leituras que tinha deixado um pouco de lado... Até mesmo estou revivendo meu blog de militância HoMoFoBiA NãO tÁ CoM NaDa!, tendo idéias novas. Se sentir bem! Essa é a frase para o meu momento! Sinto que é chegado o tempo de parar de dar tanta vazão aos pedidos do corpo e passar a cuidar um pouco mais da mente e do profissional.  E quanto ao coração? Bem... deixemos o tempo cuidar dele, se curar primeiro e depois estar pronto para viver um sentimento novo, renovado.


Gosto de relembrar o passado, mas devo viver bem o presente afim de construir um bom futuro.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

É, carência.

Não gosto de me sentir assim. Estou carente, e tudo que escrevi lá atrás é só o retrato da minha (covardia?) diante dessa vasta gama de paixões passageiras que a vida oferece. É, covardia. Eu poderia estar me gabando de ter tantas opções de diversão, mas é que eu não quero diversão. Ainda não! Não mais!? Vi meu amigo que curte as paixões mais efêmeras possíveis, se render aos encantos de namorar, de ter alguém pra estar junto, para chamar de meu. E me pergunto, onde estou? Quem sou? Inveja. É, tive inveja dele. Por que há tempos atrás eu gozava de um sentimento lindo e dolorido enquanto ele se divertia com as efemeridades da vida solteira. Irônico, não? E me pergunto novamente: que diabos (não) estou fazendo? Inutilmente apostando em alguém que, pelo visto, só quer mais diversão. Dispensando quem apostou pesado em mim. Agora, me sentindo acompanhada da solidão. A vida está perdendo a graça pra mim. Nem vontade tenho mais de sair, me encontrar com pessoas, conhecer alguéns. Chego a ser hipócrita por tanto falar e quase nada fazer. Nem sei mais o que sentir, pois não há nada para sentir. :S   

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Aprender a ser o que não quero ser.


Eu sei o que não quero ser. Não quero ser aquela vadia que sai com umas e outras, que come todo ser que tem uma vagina; que brinca com os sentimentos de alguém. Mas as circunstâncias da vida vivem me forçando a ser esse monstro sutil, louco por sexo e impossível de se apaixonar. Eu ando tão cansada de sentimentos. O que é que elas querem, afinal? Querem brincar com seu coração, dar uma com você só pra fazer número nas contas de com quantas já transou. Sua transa é irresistível, você pode, deve e leva-as a loucura na cama. E no final, depois do gozo e do cansaço, me pergunto se aquilo valeu a pena? Não. Chega! Eu cansei. Cansei mesmo. Destrua todo e qualquer resquício de um possível amor. Tuas paixões serão todas passageiras, serão coisa de uma noite só. Vamos ser agora tudo que não sonhamos em ser um dia. Manteremos afastado todo e qualquer encantamento que se mostre maior do que um puta tesão por alguma gostosa. Desfrute de toda a putaria, orgia e sacanagem que o sexo vai te oferecer. Magoe quem te quer magoar, e coma quem cogitar pensar em ficar com você seja por que motivo for. Nós mataremos esse romantismo tosco que só atrapalha sua ascensão sexual. Erotismo, não! É putaria mesmo! E viva a vida e usufrua até seu corpo pedir menos e voltar a se apaixonar apenas mais uma vez.

domingo, 3 de abril de 2011

Ando revoltada com o amor.

"Iech Liebe Dich."  "I love you". "Eu amo você."


Sinceramente? Cansei.

Sabe o amor que quero agora?

Tenho um amor imortal. Aquele em que toda vez que nos encontramos, dói. Dói muito. Um amor que me puxa e leva para tempos passados, de épocas remotas, quando tudo parecia ser mais fácil, e eu quis tornar difícil. Quanto arrependimento. Anos passando, vidas sendo vividas, e basta um reencontro para desmoronar uma muralha construída ao longo de toda uma vida. Apenas um encontro! Inevitável? Cansei. Agora sabe o que quero? Quero um amor jovem, inconsequente. Aventura nova, sem garantias de felicidade. Apenas um abraço caloroso de duas pessoas que ainda nem sabem se gostam tanto assim uma da outra. Sem declarações, sem lágrimas, sem anseios. Sem gostar, e sem amor. Apenas se descobrir, juntos. Seja numa tarde de pôr-de-sol ou numa cama de motel. Sem olhares fascinados, apenas rápidos. Sem sentimentos, apenas sensações. É isso o que quero. Quero o abraço dela, mas não quero seu ciúme. Quero sua companhia e seu sexo também. Não quero sua raiva, tampouco sua tristeza. Quero estar com ela apenas por vontade de estar. É pedir demais?

domingo, 27 de março de 2011

Amar é verbo intransitivo?


-Se eu te dissesse que te amo, o que você diria?
-Eu te diria que eu te amo no pretérito perfeito.
-Você me amava?
-Não. Eu amei. 
-Aah... então não ama mais?
-Eu te amo. Num passado não tão distante, que eu não quero mais que faça parte do presente, mas não me incomodo que faça parte do futuro.
-Por que agora não podemos mais?
-Porque estou cansada. Eu quero um amor jovem... 
-O amor não envelhece...
-Mas ele cansa. Cansa de ser interrompido, traído, abandonado, ferido. Todos esses particípios aí.
-Eu vou esperar esse amor no tempo futuro.
-Espere mesmo. Por que eu sei que eu vou te amar lá. Mas é que agora preciso... precisamos de descanso.
-Você bem sabe que amar precisa de complemento...
-Você sabe que há tempos deixou de adjetivar minha vida com coisas boas...
-E o tempo?
-O tempo passa. O tempo constrói, e o tempo destrói. Mas ele também reconstrói. Deixemos que o tempo passe agora. Se for amor mesmo, nós não resistiremos até lá.
-Até lá... eu posso ter morrido, sabia?
-Eu também.
-Mas o amor vai continuar vivo... por que ele não é intransitivo como você pensa. O amor vai pra todos os lados, e precisa de todos os complementos possíveis e imagináveis.
-Errado. O amor precisa de apenas um complemento. E esse seria você.
-Eu já disse que...
-Te beijar é verbo intransitivo?
...















 

quinta-feira, 24 de março de 2011

E um reencontro...

Era uma salão de festas, enorme. Estava cheio de gente, era um evento um tanto quanto especial para ela. Mas não sabia que naquela noite, em que prestigiavam-na por seu sucesso profissional, encontraria-se mais uma vez com seu destino, quem sabe desta vez, para decidi-lo de uma vez. Conversava com várias pessoas, música ao fundo, entre drinks e casais valsando, os olhares se encontraram mais uma vez. E ela não pôde conter as lágrimas. Olharam-se como na primeira vez. Demoradamente, um olhar fixo, que denunciava amor e sofrer, quase que hipnotizador. Ela não pôde suportar a dor do reencontro. Sumiu em meio à multidão.
No quarto, ela pensava e pensava, entremeios chorava. A mulher entrara sem ela perceber.

-Quanto tempo demorou pra isso acontecer... ela olhou a outra, com pesar. Ainda sem palavras, a mulher mais velha, apenas a olhava fixada, os olhos brilhavam, entre uma lágrima tímida que deixava escorrer pelo rosto.

-Quantos anos e nós aqui estamos, como na primeira vez.
A mulher suspirou.
-Nada é como na primeira vez, amor.
-Mas pra mim, é. Você não mudou muito.
-Mas você mudou tanto!
-É só a casca. O que eu sinto aqui dentro, ainda é a mesma coisa que sentia há seis anos, quando te conheci.
-Eu não sei o que dizer...
-Isso não precisa de explicação.

As duas sabiam exatamente o que era para fazer. Os olhos que denunciavam uma cumplicidade instantânea, foram se aproximando lentamente e ao mesmo tempo os lábios se uniram de uma forma quase gêmea num apaixonado beijo. Beijou-a com dor e amor. Abraçaram-se e se pediram desculpas por tanto tempo. Nada mais ali importava para as duas. Era tudo tão mágico, e nesse momento, o próprio universo conspirou a favor. O amor falou mais alto e elas finalmente sanaram o desejo que tinham uma pela outra. Há seis anos... 


quarta-feira, 2 de março de 2011

Um erro por um acerto ♪

Eu vejo a hora, meu tempo ficar pra trás
E com as chances que já deixei passar
Minha esperança não queria enfrentar
Pois tinha medo do que podia surgir
Foi sem querer, foi por me deixar levar
Nem mesmo eu tentava acreditar
Mas então me fez querer olhar
As marcas refletiam o meu futuro

Não quis parar,
Um erro eu quis, pra acertar
Eu escolhi pensar, pensar por mim
Não por você.
Posso dizer te adoro como é
É como eu, nada é pra depois
A minha pressa é o meu defeito
A vida é curta, não tenho tempo

Nunca vai entender
Eu tentei explicar
Você não me ouviu chorar
E nem quis me escutar
Sei o que você quis dizer
Mas não pode ser assim
Se eu pareço com você
Então deve ser porque

Pensar por mim..
Não por você
Composição: Pris Elias (Banda Mixtape)